Sou eu
Não sou
Sou eu
Não sei
Sou eu
bum:
Explodi.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Pelo romantismo que te destituí de ter
perdi a pouca esperança de surpreender-me.
Pelo romântico que te roubei de ser
desisti da possibilidade de te ver como não vejo.
Por isso que fiz e não devia
me poupei de expressar o óbvio
(eu que sempre expressei o óbvio!)
talvez seja melhor não deixar o óbvio tão nítido
porque a ilusão da surpresa
quando já absolutamente esperada
parece sempre melhor.
perdi a pouca esperança de surpreender-me.
Pelo romântico que te roubei de ser
desisti da possibilidade de te ver como não vejo.
Por isso que fiz e não devia
me poupei de expressar o óbvio
(eu que sempre expressei o óbvio!)
talvez seja melhor não deixar o óbvio tão nítido
porque a ilusão da surpresa
quando já absolutamente esperada
parece sempre melhor.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
“Sucumbir ao amor é
despencar para fora de si”
Eu achava que tínhamos nos apaixonado
aos poucos,
entregado-no-mos aos poucos
- Mas eu catalisei a concretude quando te
dei a outra face.
Despenquei em teus braços
à mercê de teus cuidados
Me entreguei por completo,
de uma vez por muitas
E tu me recebeste,
definitivamente.
Me rasguei diante de ti e te mostrei o
meu Dentro
como quem pergunta: tens certeza?
E tu te incumbiste de beijar cada
ferida.
Eu supliquei por carinho como quem o
nega por medo
e tu não me decepcionaste –
afagaste minha alma e exaltaste meu
corpo.
Te dei todo meu amor,
em todas as formas a que me pertence
E tu,
mais uma vez,
recebeste-o
de braços abertos
Ou de olhos fechados
para não me
enxergares apunhalar-nos.
Hoje,
tento despencar menos para fora de mim
Tento abrir espaço oco
para te alojar,
Inteiro,
bem como te amo.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Quero beber das tuas lágrimas para alimentar minha torrente.
Poderia me reidratar com o que tu expeles em jorro lacrimal.
Usar o teu pranto para fabricar o meu
e te expulsar em choro convulso,
depois te beber de novo,
expulsar,
conter.
Antropofagir-nos,
fundir o resto de cada um,
o resto comum,
que é tudo lágrimas,
e fazer delas mais outras,
em ciclo.
Se meu corpo não mais dispõe de líquido,
me empresto do teu,
derramado face a baixo,
face a dentro da minha,
e te devolvo - toma, bebe, pega
me toma nos braços,
me engole em goles.
Dou-me a ti,
fazes de mim o que quiseres, desde que não queiras farrapos -
mas se forem farrapos pra te envolver,
despedaça-me que eu rodeio teu corpo miúdo, encolhido, desnudo.
Te abraço com os mil braços que não tenho.
Se o que nos une é o resto,
quero dividir até esgotar.
Eternizar o fim até que se esvaia.
A fusão em um, dois, em quantos que somos.
Incontáveis, imensuráveis,
minúsculos em solidão.
Murchos em vazio.
Arrancaram -
arrancou-se de mim
o maior espaço cheio que tinha
A maior coisa do meu cotidiano
em matéria,
pensamento,
Posta em memória
Em saudade,
dor.
e dói.
Poderia me reidratar com o que tu expeles em jorro lacrimal.
Usar o teu pranto para fabricar o meu
e te expulsar em choro convulso,
depois te beber de novo,
expulsar,
conter.
Antropofagir-nos,
fundir o resto de cada um,
o resto comum,
que é tudo lágrimas,
e fazer delas mais outras,
em ciclo.
Se meu corpo não mais dispõe de líquido,
me empresto do teu,
derramado face a baixo,
face a dentro da minha,
e te devolvo - toma, bebe, pega
me toma nos braços,
me engole em goles.
Dou-me a ti,
fazes de mim o que quiseres, desde que não queiras farrapos -
mas se forem farrapos pra te envolver,
despedaça-me que eu rodeio teu corpo miúdo, encolhido, desnudo.
Te abraço com os mil braços que não tenho.
Se o que nos une é o resto,
quero dividir até esgotar.
Eternizar o fim até que se esvaia.
A fusão em um, dois, em quantos que somos.
Incontáveis, imensuráveis,
minúsculos em solidão.
Murchos em vazio.
Arrancaram -
arrancou-se de mim
o maior espaço cheio que tinha
A maior coisa do meu cotidiano
em matéria,
pensamento,
Posta em memória
Em saudade,
dor.
e dói.
domingo, 22 de setembro de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
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