Arde a garganta que trava o choro.
Não quero fraquejar.
Não quero ter que ser amparada.
Me mantenho firme em terremoto por dentro.
Os fenômenos de precipitação interna nada tem a ver com o movimento das nuvens.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
obrigada por teres enxergado
além do que meus olhos queriam ver
por teres dado este passo
que eu não teria coragem de dar
agora
forçosamente vi,
nítido: era necessário.
talvez
nossos horizontes
se cruzem
nossos olhares
voltem a se encontrar
acho que sim.
talvez
eu tenha que te apontar
um último otimismo,
como já foi
ou talvez
só quando o movimento for natural
de encontro
nossos olhares se estabeleçam
um dentro do outro.
mas
não fujo mais
da verdade de dentro
pra dentro
de ninguém.
além do que meus olhos queriam ver
por teres dado este passo
que eu não teria coragem de dar
agora
forçosamente vi,
nítido: era necessário.
talvez
nossos horizontes
se cruzem
nossos olhares
voltem a se encontrar
acho que sim.
talvez
eu tenha que te apontar
um último otimismo,
como já foi
ou talvez
só quando o movimento for natural
de encontro
nossos olhares se estabeleçam
um dentro do outro.
mas
não fujo mais
da verdade de dentro
pra dentro
de ninguém.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
"i wish knew astronomy
when stars
appear
(minha janela só tem mosquito e pouca estrela,
é uma pena madrugar assim.)"
minha janela nem tem minha
vista
como participação
de existência
ela existe sem mim
se tem estrela ou não
não sei.
e por não saber
não sei se é pena ou não
só sei que é.
que é janela.
que é noite
provavelmente.
when stars
appear
(minha janela só tem mosquito e pouca estrela,
é uma pena madrugar assim.)"
minha janela nem tem minha
vista
como participação
de existência
ela existe sem mim
se tem estrela ou não
não sei.
e por não saber
não sei se é pena ou não
só sei que é.
que é janela.
que é noite
provavelmente.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Pelo romantismo que te destituí de ter
perdi a pouca esperança de surpreender-me.
Pelo romântico que te roubei de ser
desisti da possibilidade de te ver como não vejo.
Por isso que fiz e não devia
me poupei de expressar o óbvio
(eu que sempre expressei o óbvio!)
talvez seja melhor não deixar o óbvio tão nítido
porque a ilusão da surpresa
quando já absolutamente esperada
parece sempre melhor.
perdi a pouca esperança de surpreender-me.
Pelo romântico que te roubei de ser
desisti da possibilidade de te ver como não vejo.
Por isso que fiz e não devia
me poupei de expressar o óbvio
(eu que sempre expressei o óbvio!)
talvez seja melhor não deixar o óbvio tão nítido
porque a ilusão da surpresa
quando já absolutamente esperada
parece sempre melhor.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
“Sucumbir ao amor é
despencar para fora de si”
Eu achava que tínhamos nos apaixonado
aos poucos,
entregado-no-mos aos poucos
- Mas eu catalisei a concretude quando te
dei a outra face.
Despenquei em teus braços
à mercê de teus cuidados
Me entreguei por completo,
de uma vez por muitas
E tu me recebeste,
definitivamente.
Me rasguei diante de ti e te mostrei o
meu Dentro
como quem pergunta: tens certeza?
E tu te incumbiste de beijar cada
ferida.
Eu supliquei por carinho como quem o
nega por medo
e tu não me decepcionaste –
afagaste minha alma e exaltaste meu
corpo.
Te dei todo meu amor,
em todas as formas a que me pertence
E tu,
mais uma vez,
recebeste-o
de braços abertos
Ou de olhos fechados
para não me
enxergares apunhalar-nos.
Hoje,
tento despencar menos para fora de mim
Tento abrir espaço oco
para te alojar,
Inteiro,
bem como te amo.
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